quarta-feira, 15 de outubro de 2014

#170 - QUATRO

Há dias estou aflita. Passei o dia agoniada, tendo palpitações a cada vez que meu celular anunciava uma nova mensagem no WhatsApp. Odeio esse sentimento de incerteza que domina minha mente. É como se tudo fosse dar certo em um dado momento e noutro vejo tudo indo por água a baixo. Não sei descrever exatamente como é isso, mas eu sei que tudo isso é culpa minha, mesmo quando ele tenta amenizar a situação falando que a culpa é dos dois, eu sei que a culpa é só minha.

Não sabia que no meu estômago cabiam tantas borboletas. Ao mesmo tempo em que estou ansiando por uma resposta, estou com medo de ouvir que nem um milhão de desculpas podem me levar novamente há duas semanas.

Eu queria poder fechar os olhos e não pensar em nada ruim. Estou tão exausta de negativar a minha mente. Só queria colocar a cabeça no travesseiro antes de dormir e não chorar, não pensar que amanhã eu posso perder tudo.

Não tenho lembranças de como era a vida antes disso tudo. Não faço ideia de como será a vida sem isso tudo. Acho que teria que remodelar tudo o que planejei, não tem como construir isso sem uma das minhas bases mais importantes.

Não sei o que sentir, no que focar, para onde ir... Às vezes estou ouvindo você, logo depois estou pensando nele. E entre um estado quântico e uma SN1, eu estou buscando onde eu errei e o que eu poderia mudar.

Eu tive tanto medo de errar, que por medo de errar eu fiz tudo errado. Estou me odiando por completo.

Fantasiei tantos momentos para dizer que eu o amo e falei sobre o meu sentimento mais sincero no meio de uma súplica de “não me abandone”. Acho que vou emoldurar esse momento dentre os mais tristes e trágicos da minha existência.

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