quinta-feira, 25 de setembro de 2014

#169 - Eight


De quantas maneiras diferentes eu poderia começar esse texto? Acho que apenas da maneira mais singela e verdadeira, como todos os meus demais textos. Tenho que confessar que queria começar com uma introdução emocionante ou motivadora, mas tudo o que eu escrevo é como uma conversa. Todos os meus escritos aparecem como um monólogo na minha cabeça, algo do tipo você estar na minha frente enquanto eu falo tudo que me vem a mente. Parece loucura, mas algumas vezes os textos ficam bons.

Tudo o que eu escrevo faz parte do meu diário pessoal. Você já sabe dele. Às vezes eu tento, mas não posso violar a lei dos diários. Não posso censurar o meu diário. Então eu conto como me sinto e tal. Se não escrevo algo é porque ainda não aceitei que posso sentir aquilo, mas seria desonesto negar que tudo o que escrevo tem uma pontinha de você.

Eu não costumo expressar tudo o que sinto ao vivo e a cores, mas eu tenho certeza que tudo o que eu sinto já coube e sempre caberá num pedaço de papel. Um dia eu resolvi escrever sobre as coisas que me deixam feliz e dentre um doce, uma sobremesa e o meu cachorro eu escrevi sobre você ou sobre as coisas que você faz.

Isso foi realmente muito assustador! Muito, muito. Eu descobri que nos meus dias felizes existe mais de você que dos meus doces e milk-shakes. Li textos sobre abraços, beijinhos, culinária (não minha, claro). Li textos sobre sorrisos, coisas aconchegantes.

Num primeiro momento eu fiquei frustrada. Afinal, como eu havia aberto tanto espaço para isso. Eu nem tinha me dado conta do poder que o tempo que eu passava com você tinha sobre mim. Eu não sabia muito bem como agir, mas eu não fugi. Ainda bem que eu não fugi.

E depois de mais de um ano juntos e oito meses de namoro eu só posso falar que estou bem. Era boa a época que eu não tinha ninguém e que eu não precisava guardar angústias sobre ninguém além de mim mesma, mas a minha felicidade atual não me deixa negar o quão incrível é ter alguém para cuidar e se preocupar e querer guardar dentro de uma caixinha de porcelana e, não sei, até dividir o meu doce favorito.


Só queria compartilhar isso, porque... Não sei exatamente. É uma parte de mim avisando uma parte de você que mais que essa parte sua me faz feliz. E, “Deus é que me livre ficar  sem você”.

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