domingo, 29 de setembro de 2013

#165 - BIOS

(fonte: facebook)
Eu estive aqui. Sozinha novamente. Com mais um dia frio e chuvoso. Só que agora eu tenho pantufas. São duas vacas, seus nomes são Ana, Bela e elas têm rabinho.

Eu sempre fui um pouco menina, muito infantil. Sempre me achei imatura e tinha medo de conversar com as pessoas porque achava que elas iam me achar idiota e criança e o assunto morreria em pouco tempo (pânico eterno!). Agora eu não me importo mais com isso. Talvez isso seja o que eu tenho de especial. Faço pessoas rirem de vez em quando. Então sei lá, deixa assim que tá legal.

Só tenho que parar de me importar, assim como parei de planejar roteiros de conversas: "O que falarei depois?". Desencanei e descobri que o silêncio acompanhada pode ser aconchegante. E se não for, não preciso me importar também, se a conversa morreu é porque ela não precisava continuar.

Notei que pessoas legais vão manter a conversa. E que será com essas pessoas que eu vou me acabar dando risadas e que, sei lá, comparemos trufas de chocolate por R$ 1, 25.

Com pessoas legais eu vou comer pizza às 22h de um sábado na faculdade e vou derrubar todas as ervilhas da minha portuguesa na mesa enquanto o outro lado destrói a pizza, cospe a pizza ou nem come a pizza porque não consegue parar de rir.

Com pessoas legais eu vou ficar bebendo, falando merda e jogando UNO a noite inteira. Ou vou comer queijo com fungos, chocolate e tomar cerveja (éca).

Com pessoas legais eu vou compartilhar chocolate na sala de estudos ou vou beber uma Budweiser  na praça do Carre4.

Com pessoas legais vou comer um pote de mousse no corredor do primeiro andar.

Com pessoas legais vou conversar sobre amores platônicos pelo Facebook até altas horas.

Com pessoas legais vou conversar coisas polêmicas no ônibus e vou fazer um escândalo porque tinha uma aranha morando no fecho da minha mochila.

Caramba, acho que vou sempre amar pessoas legais.

Depois de tudo isso não estou mais carente.

Amo pessoas legais.

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