quinta-feira, 9 de junho de 2011

#100 - A Janela da Alma


Ela queria que o Sol batesse à janela como antes, mas ele teimava em se esconder todas as manhãs. Ela queria poder dizer ao mundo o que estava guardado, o que o Sol estava lhe negando. Mas o mundo não a queria ouvir. Ela sabia que por mais que tentasse, seria ignorada, seria tida como maluca. Maluca mesmo ela ia ficar se não fosse ouvida. Se o Sol continuasse mantendo seu mundo escuro. O mundo conspirava contra ela, o Sol abandonara sua janela, sua alma. O Sol havia mascarado o que ele tinha a mostrar ao Universo. A janela de sua alma foi escondida. Sepultada pela luz que não chegava ao interior. A luz não chegava.

O céu estava acinzentado. Havia neblina. Ela sentia frio. A música que lhe chegava doce aos ouvidos dizia que não podia fugir, não podia dizer adeus e que um coração lhe chorava. O mundo a escondera do Sol.

A tristeza lhe consumia. A solidão lhe consumia. O som da guitarra lhe consumia.

Qual era o objetivo do mundo? Qual era? Por que a guardou e agora a sociedade quer? Como ela vai sair sem alma, sem cara. Máscaras? O que são máscaras? Ela não as quer colocar. Subir ao palco como fantoche, sem alma, sem vida. Manipulada por qualquer um. Seus sonhos foram guardados, sua essência destruída, sua vida esvaída. As máscaras não se encaixaram.

1 comentários:

Lara Oliveira. disse...

É horrível quando bate a solidão, e a gente fica se questionando o porque de viver, de ficar sofrendo assim, não é mesmo? Só que passa, podes crer.
Beijos.