domingo, 6 de março de 2011

#80 - Sentir o que vive, viver o que sente

(fonte: weheartit)
Escrever é muito viciante. Será como as drogas? Momentos, palavras, paisagens que se passam na mente a fim de serem eternizadas em escrita. Acredito que o melhor de ser guardado são os sentimentos. Acredito que você que pode estar lendo isso agora não sente o que eu sinto, pode fazer conclusões precipitadas ou erradas, arrisco até que possam ser mais reais do que o que eu sinto, possam ser mais interpretadas do que o que eu mesma possa fazer. Pode, talvez, entender-me melhor do que eu.

Fui para a Basílica Aparecida do Norte ontem, tive que ver a missa com os meus pais e minha tia. Não me sentia muito confortável, na verdade, sentia-me hipócrita, era como se eu estivesse errada em apresentar-me ali e não sentir algo bom. Não saber em que acreditar. Observava as pessoas, os idosos, a arte nas paredes. A distância entre um tijolo e outro era exatamente um dedo, os vidros coloridos e com formas irregulares, as câmeras. Aquilo tudo passava-se por mim com um sentimento falso. Não era espiritual. Não havia magia. Eu pensava nas pessoas, no que elas faziam. Talvez, eu era um dos seres mais sinceros presentes ali. Eu não sei o que me deu, o que aconteceu. A televisão, as palavras, o mistério da leitura. Aquelas pessoas acanhadas que participavam daquela cerimônia. Tive que devolver certas ações. Não queria que o meu incômodo e a minha falta de vontade fosse notada. A água, que disseste abençoada, era gelada. A chuva que caia era mais reconfortante.

Eu não sei o que pensar. O que acreditar. O que descrever. Eu queria algo real, ou que eu sentisse realmente. Eu queria sentir meu coração quente, queria sentir a minha alma, meu sentimento. Queria sentir o que eu sinto quando minha professora fala. Ela diz o que eu preciso ouvir. O que faz pensar.

Gosto muito da aula da Tânia, gosto do sorriso que ela direciona, às vezes a mim, quando fala. Gosto do sentimento que ela me passa. A sensação que eu não consigo explicar. Creio que até o final do ano, isso me arranque lágrimas. Quase arrancou. Gosto dela, as suas palavras, a sua elegância, a sua psicologia.

Ainda tenho minha debilidade sentimental, isso mantém minha ativa. É como um equilíbrio. O tempo que isso existir, eu existo. Buscando o tesouro perdido, como os heróis tão falados da história. Enquanto houver algo a ser conquistado, haverá alguém para conquistá-lo. O que não pode faltar é o amor. E esse deveras sinto.

2 comentários:

Mariana Januário disse...

selo pra vc no meu blog ;*

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★★ GIZA ★★ disse...

OLÁ.
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