sábado, 11 de setembro de 2010

#32 - Ter ou não ter, eis a questão.


O que você acredita ser pior: não ter o que fazer ou não querer fazer nada? Isso aparece tão confuso. O que leva uma pessoa à falta? O que leva uma pessoa ao desânimo? Uma ávida busca por um futuro promissor? Que futuro? Será que isso pode mesmo levar a um bom futuro? O que é mesmo um bom futuro? Nem sempre é o cansaço que leva as pessoas a não querer fazer nada, as vezes é apenas o desânimo. Um desânimo sem explicação, por isso a culpa é do cansaço e  da exaustão. A partir daí, tudo é, basicamente, empurrado com a barriga. Somente esperar que acabe. Desejar que acabe. Mas... E se acabar? Acabar de verdade. Extinguir mesmo. Não seria pior a falta do que fazer? Sentiria a ausência da vida anterior? Possivelmente. Então como proceder? Essa é a questão. Quando não temos o que fazer, sentimos falta de termos o que fazer. Porém quando temos o que fazer, principalmente naquele momento em que somos exigidos demais, acabamos por sentir falta da falta do que fazer. Complexo. Enfim, o ser humano é muito indeciso. Não é uma questão de gênero. Então não vai falando que isso é coisa de mulheres, ok? O problema em ter um infinito de coisas para se fazer é que acabamos por não fazer nenhuma. Ou quase nenhuma. Isso é frustrante, irritante. Mas temos um lado hilário: quando temos tempo de sobra não fazemos. O que será que está acontecendo? Não sinto vontade de fazer o que eu tenho para fazer. Ó, que grande droga. Não me culpe se eu falar algo assim. É assim, sempre assim (sempre é muito equivocado, aprendi que “sempre” há exceções, então quase sempre).
Em busca de melhoramentos, decidimos mudar o que estamos fazendo. Mas dá certo? Sinto em dizer que nem sempre. Dá certo uma ou duas semanas, mas a rotina e o infinito de coisas para fazer sempre acaba nos levando ao inicial. Desespero? Sim. O famoso “estou de saco cheio dessa mesmice” que leva a isso. Blá blá blá, é baboseira e você que é preguiçoso. Não! Ninguém gosta de se dar mal em nada na vida. Mas não está dando mesmo. Sempre dá para se esforçar mais, mas reflita com a seguinte frase: Eu não vou mais precisar de muita força, vou usar todas as que tenho agora” – ele pensou. E ele se lembrou das moscas que rebentam suas perninhas ao tentarem escapar do mata-moscas.” (KAFKA, Franz. O processo. Porto Alegre: L & PM Pocket, 2007. p. 258.). Será que vale a pena “perder as perninhas” por uma coisa que está te tomando a vida hoje? Tudo por um futuro incerto. Não, eu não vou parar, da mesma forma que não quero que você pare. Apenas peço que pense: toda essa confusão realmente pode te levar a uma boa recompensa posteriormente? Pense.

1 comentários:

Sabrina Torres disse...

Tenho 184654156 de coisas para fazer'
e tempo de sobra para fazer' Mas não estou fazendo'isso é mtoo engraçado' principalmente porque eu sei que depois vou ficar reclamando de que eu não fiz nada .-.
Estou refletindo com seu POST .... *0*