domingo, 5 de setembro de 2010

#31 – Observe


Ob.ser.var v.t.d. 7. Examinar atentamente a(s) pessoa(s) e/ou o ambiente que a(s) cerca.
 

Observar é muito mais que olhar. Acabo de chegar da praia, a Bruna não pôde ir. Foi bastante tranquilo, exceto em relação ao trânsito fodido. Não quis entrar no mar ou pisar na areia. O sol estava bom, não era intenso. Sentei-me na pilastra, onde podia ver a areia, o mar e o céu. Havia crianças brincando com a bola, pessoas bebendo e jogando conversa fora, um senhor vendendo sorvete. Meu tio perguntou-me se eu queria, num segundo momento aceitei. Sorvete rosa, mar azul-esverdeado, areia não tão limpa e céu acinzentado. Perguntei a mim mesma "por que as pessoas não têm senso e sujam a areia? São elas que vão andar descalças nela!", isso é frustrante. Assim, preferi não buscar respostas... Estava descalça, com o pé adormecido, não o sentia mais. O vento estava consideravelmente forte, o sol não aquecia como antes. Foi bom fechar os olhos e sentir isso, estava meio sonolenta. Meu pai estava ao meu lado.
Não muito tarde voltei para casa, mas não fiquei muito tempo. Fomos ao centro e à feira de artesanato. Toda aquela criatividade incrível, apaixonante. A estrela esculpida lembrou-me o Vitor, a guitarra ao lado, o Rodrigo... Mais à frente, uma xícara do Santos lembrou-me a Sabrina, uma pulseirinha, a Bruna. Comecei a rir quando vi uma caneta que dava choque, a Jaine veio-me à memória. Tinha doces também, doces que eu amo! Meu pai cedeu, comprei doces. Já era noitinha quando voltamos para casa, mas antes disso passamos no supermercado: não poderia faltar sorvete, refrigerante e salgadinho! Em casa teve um “churras”, mas eu já não aguentava nem mais água. Acabei pegando no sono.
 Acordei de um pesadelo, pela manhã... Não foi muito legal. O dia estava frio e chuvoso lá fora, depois do almoço voltamos para casa. É tão entorpecente olhar todas aquelas árvores enquanto sobe-se a serra. Havia muita neblina, muita mesmo. Ela estava dando um aspecto incrível para a paisagem deslumbrante. “Um mar de árvores”, pensei.  Encoberta pela vegetação, avistava-se uma pequena casinha branca... Desejei morar nela, por um instante. Mais à frente, depois do túnel, avistei os paredões rochosos que o professor Paulo fala. Mostrei ao meu irmão, que viajava ao meu lado. Passou ao nosso lado dois caminhões transportando gás Hidrogênio. Partiu-me o coração ver as indústrias no caminho emitindo “n” poluentes num mundo tão indefeso.
Cheguei em casa, meu cachorro estava feliz em nos rever, o pobre ficou em casa dessa vez. Eu achei bom estar em casa, muito bom. O passeio foi tranquilizante, porém foi uma pena ver um mundo incrível sendo destruído por pessoas mesquinhas. A chuva caía serena, suave.

3 comentários:

Kevin Campos Correia disse...

nossa :O esse foi mto fodaa, adorei vc descreveu mto bem a insatisfação de tdas pessoas com bom senso como nós, vc tava realmente inspirada, escreveu mto bem! :D

Hermes disse...

O q eu tinha pra dizer, já te disse

obg por ter tentado cumprir a promessa

meus parabéns por td o/³

Lenivaldo Silva disse...

Adorei a descrição. Moro no interior e já faz quase um ano que não vou a praia. Mas sei que a sensação é deliciosa. Já dizia o Nando Reis em uma de suas músicas, "Quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor".
Obrigado por passar no meu blog. Adorei o efeito do mouse. Um beijo