segunda-feira, 2 de agosto de 2010

#17 - Invent


“A necessidade é a mãe das invenções.”
(Provérbio persa)
Por que inventamos tanto? Isso é uma necessidade? Inventamos milhões de coisas diariamente, sem ao menos nos darmos conta disso. Invento o que eu quero que exista, fazer o surreal, real.
O que é inventar? Inventar é fingir? Não exatamente... Para uns pode ser fingir, para outros imaginar. Inventar exige muito mais do que inteligência. Exige criatividade, vontade, necessidade.
Inventar, verbo transitivo direto. Um milhão de pensamentos, largados dentro de uma mente instável. Todos inventam, todos imaginam. Sou estrelinhas no firmamento, logo menos sou o heroi do filme e num piscar de olhos sou uma cantora, uma boneca, sou uma atriz.
O céu é tão imenso... O que será que tem lá em cima? Já fui um astronauta! Posso ser tudo o que eu quiser. Basta inventar, desenhar, imaginar, modelar.
Inventei ser a melhor amiga, inventei ter a melhor amiga, inventei minha estrada, inventei um espelho que fala! Contos de fada, sonhei, inventei.
Tenho medo de inventar demais. Isso é meio sombrio... É mágico demais para a realidade que o mundo se encontra. Sonhos, atualmente, são apenas sonhados, já vivi sonhos. Inventar o “inútil” é ser louco. Não podemos mais imaginar amigos. Não podemos mais falar conosco, pensam que estamos falando com o espelho. E se eu quisesse falar com ele? Inventar não é uma coisa que pode ser controlada. Aqui e agora, eu invento mil palavras sem sentido.
Invento amigos quando estou sozinha. Eles são todos terríveis! Perfeitos demais, eu acho... Então em segundos apago todos e vou para o espelho. Imagina se pudéssemos lembrar de cada invenção que inventamos... Ainda bem que não. Estaríamos loucos! Se é que não estamos. O que é ser louco? Inventar demais? Ironia.
Às vezes invento meu medo, invento estórias, invento palavras. Isso é estranho, invento para me esconder, invento um personagem, invento uma imagem forte, invento algo que me mantenha estável, ou quase isso. Invento para não deixar transparecer, invento algo que me proteja, invento o inventável: o eu que eu não inventei.

1 comentários:

Hermes disse...

Gih e seus textos que fazem a gente parar por uma fração de segundo (as vezes até mais tempo) e pensar: "PQP... ñ é q é mesmo?" ushauhsua'

Continue aí caraaaaaaaaaaaaa
Parça da química o/